A influência dos games na vida social

A influência dos games na vida social

 

Já se tornou comum ouvirmos nos noticiários sobre determinado jogo “influenciar” atitudes no ser humano. Atitudes antes apenas de uma mente criminosa, hoje tem respaldo na suposta culpa que o vídeo-game e seus jogos violentos pesam nos atos dessas pessoas. Hoje em dia, jogos violentos se tornaram uma desculpa para assassinos. Até onde isso é verdade? O vídeo-game realmente influencia pessoas a agirem com maldade e sadismo? Se formos considerarmos isso como uma verdade, então o contrario também é válido.

Hoje eu falarei sobre as vantagens do Atari

Eu nasci no meio da década de 80, aonde os primeiros jogos estavam chegando em nossas mãos. Tive o imenso prazer de jogar por horas e horas o famoso e saudoso Atari, um videogame simples, de quadrados enormes. Naquela época, não existia camelôs vendendo fitas baratinhas, não se encontrava controles, ou joysticks como chamávamos, em cada esquina. Seu controle quebrou? Então abra-o e conserte ou ficará sem vídeo game até encontrar outro. Nessa ingênua arte de desmontar controles, amarrar fios com durex ou pedir pro pai soldar, foi que eu aprendi a me virar sozinho, a analisar e corrigir um problema.

Quando ligávamos o vídeo-game e ele não funcionava, íamos calmamente atrás da TV, e procurávamos entre os fios do game, da antena, do vídeo cassete, e do aparelho conversor de UHF/VHF (sim meus caros, isso já existiu um dia) o fio que estava em conflito, porque nessa época não tinha HDMI, RCA e apenas algumas das pessoas mais ricas tinham TV com cabo coaxial.

Isso sem falar que naquela época, o fato de descascar o fio da antena (de fita), era quase uma arte samurai. Eu sempre que cortava, sobrava apenas um ou dois fiozinhos na fita. E lá ia-se centímetros e mais centímetros de fita cortada até acertar o ponto de corte.

Fitas de videogame eram raridades e geralmente trocávamos uns com os outros, de forma que tínhamos títulos diferentes para jogar, isso quando não nos reuníamos nas casas para virar talvez alguns dos jogos mais difíceis que eu já joguei. A dificuldade de um Atari talvez não chegue aos pés dos novos consoles, mas são raras as pessoas que chegaram ao fim de jogos como Enduro (que eu acredito que seja infinito aquela coisa), Pitfall, RiverRaid e outros que eu não me lembro.

Hoje temos jogos que estão utilizando pessoas reais para dar vida aos gráficos, tamanha é a demanda de qualidade de processadores, mas nos anos 80, uma pilha de quadradinhos poderia ser um homem, um avião, um barco e acreditem, no Atari, a bola era quadrada. (Para alegria do Kiko do Chaves).

Acredito que muitas das pessoas que hoje trabalham com games ou até em outros empregos, devam agradecer ao velho vídeo-game, que lhes proporcionaram atitudes como superação, controle, imaginação e curiosidade, entre outras virtudes que talvez o Atari tenha nos dado.

No próximo post eu falarei sobre outros vídeo-games que influenciaram, pelo menos, a minha vida.

Rafael “ZeLoko” Eduardo, nasceu e tenta sobreviver no Brasil, já viajou pro mundo da lua algumas vezes, é formado na FCEMB – Faculdade de Ciências Esquisitas do Mundo de Beakman e resolveu escrever porque estava entediado com a TV.

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