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O valor de uma amizade

Durante o ciclo de nossas vidas, pessoas passam, algumas ficam, algumas vão. Amizades que mantivemos vivas durante a infância, de repente se acabam devido a diferenças de idéias, de tempo e distância. São amizades que guardamos no nosso passado e sempre nos lembramos felizes, são pessoas que se encontram na rua e se cumprimentam, felizes, relembrando os bons tempos.

Aí vem a fase difícil, aonde a amizade muitas vezes se transforma em coleguismos, algumas se transformam em romances, impossíveis ou não, mas que no final acabam, como começaram, uma faísca. Digo isso porque quando somos adolescentes temos a difícil missão de distinguir o que é real da fantasia, separar o que é gentileza e o que é paquera.

É nessa época que definimos o que somos, e talvez por isso diversas séries abordam o mesmo tema, conflitos adolescentes.

Amigos, quando sobram algum, são aqueles que vão com você à clubes, cinemas, teatros. Nessa etapa você separa seus amigos e os cataloga perante seus gostos.

O tempo passa, seus amigos começam a namorar, você começa a namorar. Separação novamente. Você acredita que eles serão seus últimos amigos.

Chega a tecnologia, você os encontra novamente, em um mundo inóspito chamado web, aonde tudo é superficial e todos tentam passar uma imagem de gente feliz de comercial de refrigerante, mas a realidade é bem diferente. Como você, outros procuram o mesmo, seus amigos.

Você, adulto, desiste de acreditar em séries adolescentes e passa a ver a vida com mais sarcasmo, pensa logo que amigos são ilusões e que agora tudo o que você terá são parceiros profissionais, de trabalho ou carreira.

Mas você se esquece que teve todo um passado e que se apoiou várias vezes na amizade, nesse exato instante, você encontra uma nova leva de amigos, cada um com sua qualidade e seu defeito, temos a romântica, o pensador, a decidida, a distraída, o engraçado, o nerd, o seu guru, enfim, você percebe que todas aquelas histórias que aqueles autores de séries escreveram tinham base e fundamento e que com certeza ele vivenciou o mesmo que você.

Quando me perguntam se acredito na amizade, eu hoje digo que sim, e que a amizade verdadeira começa no momento em que você sorri pra alguém e compartilha de sua vida com ela, sem medo.

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É tudo uma questão de opinião.

Até que ponto você vai deixar os outros te influenciarem?

Há anos que venho observando o que é moda no mundo, hoje resolvi analisá-las e cheguei a uma conclusão. Meninas e meninos, o que vocês acham legal hoje, não é o suficiente para colocar uma tatuagem sobre isso no corpo, ou qualquer coisa do gênero.  Tudo passa.

Há alguns anos quando comecei a trabalhar com informática, todos os computadores que encontrávamos para compra eram daquela cor cinza escritório (não, branco aquilo não era), e quando chegaram os primeiros computadores pretos, eu lembro de todos torcerem o nariz, enquanto alguns compradores diziam que eram feios ou “mais caros”, outros nerds diziam que era difícil achar peças na cor, fossem elas drives de disquete, cd-rom e caixinhas. Realmente, no começo, colocar um cd-rom o deixava meio estranho, mas o tempo foi passando e o esquisito hoje é se ter um computador branco (a não ser se for um da maçãzinha).

Aliás, quando eu comecei a trabalhar na área de design, era comum encontrarmos nessas empresas de criação computadores branquinhos da maçãzinha, considerados o suprassumo do que havia na área de design, devido a sua estabilidade e facilidade de lidar com projetos gráficos. Hoje em dia, PCs dominam, pois a tecnologia deu a eles capacidade para esses trabalhos.

Antigamente, quem tinha um notebook da maçã, era considerado um cara cool e com certeza um fera do design, hoje em dia, é apenas alguém que quer parecer-se com um nerd. Os tempos mudaram, hoje em dia, pessoas descoladas não utilizam mais as marcas antes definidas pelas mídias, ao contrário, utilizam apenas o que realmente lhes é útil.

Por falar em mídia, na tv ou na internet, modinhas passam e às vezes grudam no nosso pé como pragas, fazendo com que cada vez mais nos tornemos burros e dependentes do sistema. Quando um jornalista nos fala isso, fazemos chacota dele, mas afinal, quando você tiver seus 30 ou 40 anos e seus filhos ou netos perguntarem sobre aquele seu corte de cabelo estranho parecido com um pássaro ou da sua tatuagem daquele cantor da moda, o que você irá dizer? Que você seguia suas próprias idéias ou era apenas mais um controlado pela massa?

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Influência dos games na nossa vida social – 16 bits

“Vamos assoprar o cartucho que pega.”
Frase dita por mim nos anos 90

Chegou o post dos 16 bits mais famosos de todos os tempos, e também o nascimento de uma das maiores rivalidades, Mega Drive versus SNES.

O que dizer de dois vídeo games atemporais, talvez os únicos daquela geração que fizeram aquilo que somente o Atari fez, que foi deixar saudades pra quem uma dia jogou?

Super Mario de um lado, do outro Sonic e sua velocidade, quem gostava de um, torcia o nariz pro outro. Mega Drive tinha em tese um gráfico melhor, mas o Snes tinha os melhores fabricantes de jogos, no final, acredito que o Snes tenha levado a melhor.

Naquela época surgiram as maiores rivalidades, tinha os fãs de Sonic, e os do Mário (que Mário?, aquele que… deixa pra lá), tinha Fifa Soccer e International Superstar Soccer, entre outras. O que mais me impressionava naquilo tudo, era a emoção de jogar, passar horas para revirar o Top Gear 1, 2 e 3000 (SNES), Streets of Rage (Mega) e Final Fight (SNES), Secret of Mana (Mega), Alone in the dark (Mega), Sonic 1, 2, 3, Knuckles, Street Fighter, esse sim era mítico, ainda mais no Turbo que o Vega era o Bison e mais umas atrocidades.

Aliás, foi nessa era que começou as primeiras adaptações, com destaque para o FUTEBOL BRASILEIRO 96, gambiarra do International SuperStar Soccer, com os escudos dos times mais toscos que eu vi.

Um dos jogos que eu mais curti na verdade, foi um chamado Rock’n Roll Racing (SNES), que trazia uma corrida isométrica, totalmente diferente dos padrões, e uma trilha sonora de peso. Um que eu me divertia muito também era o do Papa Léguas e Coyote (Mega) porque você controlava qualquer um dos dois, se ferrando com o coyote ou ferrando o coyote, e era muito engraçado.

Agora vocês devem estar se perguntando, cadê os pontos positivos dessa época?

Nessa época já estávamos meio que crescidinhos e tínhamos que começar a conciliar horários, era escola, namorinhos, trabalho (sim, nessa época eu já trabalhava como arte-finalista) e cursos técnicos. O vídeo game ficava para os finais de semana, isso quando a gente não saía para curtir. Nas horas vagas, eu ia ou nas locadoras de vídeo game, ou na casa de colegas, pois compensava mais gastar o dinheiro das horas com o aluguel da fita e jogar entre amigos. Nessa luta, aprendemos função da palavra correria e stress, vontade louca de jogar e não poder, ver o vídeo game empoeirando e não poder jogar.

Com o aumento dos botões do controle, passamos a ter que acelerar nosso raciocínio, e o grande aumento de demanda de jogos melhorou muito o realismo e a quantidade de jogadores, para todas as idades, com isso surgiram as revistas mais especializadas nessa área, aonde pesquisávamos qual jogo comprar no fim de ano

Com o poder dos save games ou passwords, os jogos aumentaram muito de tamanho, e começaram então a se tornar longos, com vários caminhos escondidos.

O Amendokin disse algo importante um dia sobre algo, que hoje raramente acontece, que é o fato de se ver recordes de 120%, 130% em um jogo, porque naquela época você ganhava um cartucho por ano, e “zerá-lo” de todas as formas possíveis era a única opção,  diferentemente de hoje que você pode baixá-lo pela Internet.

Os consoles de 16 bits são resultado de uma época de grande abertura comercial, conseguimos assim encontrar seus cartuchos facilmente pirateados, o que muitas das vezes era bom, pois o preço era melhor e com uma breve leitura em uma revista você saberia qual escolher. Não tínhamos Youtube para ver reviews, não tínhamos sequer computador, muito menos Internet nos anos 90 (os ricos tinham, HTML, basicão, mas nós não), o jeito era ir na banca próxima e comprar nossa revistinha com macetes. Os 16 bits trouxeram para nós o que o Atari nos fez, a alegria de jogar, dessa vez com save points.

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